terça-feira, 30 de novembro de 2010

Seres Anônimos

Aqui nesta grande ilha,
Circulam seres anônimos, desconhecidos,
Heróis da sua própria história,
Poetas de sonhos e contos,
Cada qual com sua expressão de arte,
Afinados em suas próprias inquietudes.
Seres olhados como espetáculo
De um teatro mambembe
À beira das praias,
Rostos estranhos, desconhecidos,
Em fantasias coloridas,
Que passam pra lá e pra cá,
Alheios ao que acontece ao seu redor.

Seres anônimos,
Transeuntes quase distraídos,
Dentro de sua própria percepção do mundo,
Expressões cansadas de uma marcha quase fúnebre.
Fazem surgir pensamentos submersos.
A alma, inquieta,
Busca por seu poema, seu conto,
Com segredos reservados à gente comum.

Estes seres calados,
Incógnitos,
Falantes,
Observadores,
Apenas retratados em desconhecidos versos,
Em sua maioria,
Sequer se sabem anônimos...

Um comentário:

  1. Que pena que você nao colocou a autoria, ficaria ainda mais feliz por ver meu poema exposto aqui!

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