quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AMIGO DO PEITO


Maldito, malvado, ingrato!
Te afago em meu peito,
Te sustento em meu sangue,
E sou por ti espancado,
Arrastado ao mais humilhante grau
Que um ser humano pode ir,
Torturante saudade,
Dor ou desgraça,
Semeada na distância
De quem ama sem palavras,
De quem chora sem prantos,
De quem morre sem viver
As loucuras de um grande amor.
Monstruoso coração,
Porque fez de sorrisos, prantos;
De sonhos, pesadelos.
Mas se o destino fez de ti
Meu amigo do peito,
Hei de te suportar
Até o inevitável dia
Da minha morte...

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