quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CORAÇÕES ESMAGADOS

Estou me afastando de ti.
Da tua fala mansa,
Do teu jeito criança e ao mesmo tempo adulto,
Estou me afastando das lembranças,
das doces recordações.
A vida tantas vezes esmaga os corações.
Por que nos encontramos?
Por que existiu aquele dia?
Por que nos envolvemos tanto com a fantasia?
...
E com a poesia?

Este afastamento me dói, quase me sucumbe.
Parece que estou matando o momento,
matando aquilo que só você despertou, aquilo que há de melhor em mim.
Mas precisa ser assim, pra que você continue vivendo,
pra que eu continue vivendo.
Com lembranças apenas, eu estava morrendo.
Descobrindo que tu não pode me amar.
Murchando a espera do que não vai chegar.


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